ROBSON PEREIRA
Quem ainda encontra dificuldades para atrasar ou adiantar os ponteiros do relógio com o início e o fim do horário de verão talvez imagine a confusão em 31 de dezembro de 1912, véspera da entrada em vigor do decreto assinado por Hermes da Fonseca fixando as regras para o sistema de fuso horário no País. Para que cada estado se enquadrasse à determinação seria necessário uma correção nos horários até então adotados em cada região, a partir das capitais.
À meia-noite de 31 de dezembro, os moradores de Manaus, por exemplo, tiveram de adiantar seus relógios em 4 segundos, ao passo que em Recife os ponteiros precisaram ser atrasados 40 minutos e 35 segundos. São Paulo, por sua vez, perdeu 215 preciosos segundos, enquanto o Rio, então Capital Federal, precisou atrasar os ponteiros em 7 minutos e 19 segundos. Isso tudo sem televisão, tampouco internet para dar uma ajuda.
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